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Como os empreendedores aproveitam as redes sociais para crescer.
Como os empreendedores aproveitam as redes sociais para crescer.
as redes sociais converteram-se num canal perfeito para que pequenos e médios empresários se dêem a conhecer. Não em vão plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp estão na primeira opção dos empreendedores para ganhar presença e conseguir mais clientes.
Um inquérito realizado por Ipsos e Facebook a nível mundial descobriu que os pequenos e médios negócios utilizam as ferramentas tecnológicas da família de aplicações da companhia de Mark Zuckerberg para promover informação básica sobre seu negócio, comunicarem-se com os clientes e venderem os seus produtos e serviços.
No caso da Colômbia, descobriu que as PME usam sobretudo WhatsApp. Assim mesmo, 81% dos pequenos empresários afirmou que Facebook e Instagram funcionam para satisfazer as necessidades dos seus negócios e 59% considera que lhes ajudam a criar oportunidades nas suas comunidades locais.
64% das empresas afirmaram que o Facebook resultou em maiores vendas. Isto sem dúvida demonstra o impacto positivo que a plataforma tem ao fornecer-lhes ferramentas que as ajudem a ser mais competitivas, produtivas e que, sem dúvida, tenham uma maior contribuição para a economia colombiana", afirmou Juan Carlos Consuegra, director de país do Facebook para a Região Andina.
Sem dúvida uma grande quantidade de empresas demonstram o potencial das redes. Aqui algumas.
Aproximando-se do cliente
Durante o seu mestrado, Emma Eugenia Mesa dedicou-se a investigar qual era a comida típica de maior consumo na Colômbia, descobrindo que eram as empanadas. Nesse momento também evidenciou que este produto geralmente é realizado de forma manual e requer um longo tempo de produção.
Emma E. Mesa Fundadora de Maquiempanadas. Maquiempanadas, com dez anos no mercado, agora procura formar mais empresários.
Diante disto, uniu-se com seu pai para elaborar um protótipo de máquina que permitisse fabricar empanadas em menor tempo e com pouca intervenção humana. Assim nasceu Maquiempanadas. "No início foi bastante difícil porque não vendíamos nada, não tínhamos um plano de marketing e estávamos realmente assustados. E em meio a esta preocupação pensei em colocar um vídeo no YouTube e foi tal o impacto que nosso produto começou a ganhar força", contou.
Após o sucesso do vídeo, focaram-se em levar seu produto ao mundo digital, pelo que decidiram abrir um blog e uma página de fãs no Facebook, o que, assegura a cofundadora, ajudou a dinamizar sua empresa. Segundo conta Mesa, a presença neste tipo de espaços digitais permitiu à empresa dar-se a conhecer no mundo, descobrindo que seus clientes potenciais não estavam na Colômbia mas em países como os Estados Unidos; educar as pessoas sobre o consumo e os tipos de empanada que existem; e ter um contacto directo com os clientes através de canais de comunicação como WhatsApp.
Maquiempanadas tem actualmente oito patentes e duas mais nos Estados Unidos. Algumas das suas máquinas são especiais para desfiar carne, preparar a massa dependendo do tipo de farinha que se utilize, descascar batatas e até máquinas especiais para fazer arepas e patacones.
Em 2019 Maquiempanadas vendeu em média $4.000 milhões.
Adicional a isto, Mesa fundou uma escola com a qual procura ajudar as pessoas que queiram ter uma empresa de empanadas ou, para as que já o têm, a fortalecer o seu empreendimento com cursos de manipulação de alimentos e desenho do modelo de negócio.
"Há que ser perseverantes. Se alguém vê que a ideia de negócio não é rentável deve recorrer a estratégias inovadoras, fora do convencional e pensar que em qualquer lugar do mundo haverá uma pessoa que queira adquirir seu produto ou serviço", conclui Mesa.
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